pt_BR  en_US 
00196 visitas
desde 26 Dez 2010
Criado em: 11 Jan 2005
Última atualização: 14 Nov 2007
Trekking e Escalada
Serra do Curral: uma aventura meio inconseqüente
No ano de 1994, fiz o Estágio Básico de Escalador Militar(agora Estágio de Combatente de Montanha) pelo 12º BI na Serra da Piedade. No mesmo ano, fiz um curso de Escalada Desportiva e, juntamente com meu irmão Leandro e meus primos Cláudio e Fernando, decidimos "escalar" a Serra do Curral. Ainda não fazíamos idéia do que encontraríamos pela frente...


Serra do CurralSerra do Curral
Acordamos bem cedo e estávamos ao pé da serra, por volta de 8 horas da manhã, com cordas, boldriers, mosquetões, solteiras, etc. Nessas fotos ainda estávamos limpos e hidratados...

Serra do Curral


O início da subida é bem sujo, com vegetação densa, muita humidade e teias de aranha. Felizmente apenas por uns 100 metros.




Serra do CurralSerra do Curral
A subida a partir daqui fica mais difícil e a vegetação ressecada atrapalha bastante. O sol das 10:00 começa a nos incomodar e bebemos vários Gatorades para driblar o calor do sol sobre as pedras de minério de ferro. Foi nesse momento que tirei a foto acima à esquerda.

Serra do Curral




Serra do Curral



Por volta das 13:00 paramos e comemos algumas batatas fritas e bebemos mais água e  Gatorade, que já estavam no final. Nesse momento começamos a sentir muito frio já que o terreno era húmido e como o sol já havia alcançado o outro lado da serra, estávamos na sombra. Nessa parada estratégica, tirei as minhas melhores fotografias da praça do Papa e da cidade de Belo Horizonte...
Serra do Curral



Essa foto também foi tirada na "parada estratégica", onde vimos um helicóptero saindo do "Palácio das Mangabeiras", residência oficial do Governador do Estado de Minas Gerais.


Como já foi veiculado inúmeras vezes na televisão, a Serra do Curral sofre com incêndios repetidamente. Esses incêndios destroem, além da vegetação, as pedras e rochas que passam a ficar quebradiças. E por isso, a partir desse ponto, era muito difícil continuar, a subida era muito íngreme e cheia de pedras quebradiças.

Serra do Curral
Um cansaço e uma sensação de desespero começou a tomar conta de todos. Eu e meu primo Cláudio percebemos que se não fizéssemos alguma coisa logo, poderia ser tarde demais e talvez terminassémos como muitas outras equipes que tantaram subir a Serra do Curral: no helicóptero do Corpo de Bombeiros. Alguns motoristas e cobradores, da linha de ônibus que tem o ponto final ao pé da serra, gritavam para que voltássemos. Mal sabiam eles que quando olhávamos para baixo e víamos por onde tínhamos subido, tudo indicava que só havia um caminho a seguir: para cima!

Resolvi subir e encontrar um local seguro para ancorar a corda e, assim, todos poderiam subir em segurança. O problema é que devido às queimadas, não havia árvore forte o suficiente para suportar o peso de um adulto. Continuei subindo, passando por beiradas de abismos, segurando em pedras que se esfarelavam, ou seja, fazendo de tudo para tirar todos daquele lugar. Depois de quase duas horas, felizmente, consegui que todos subissem e passamos pela parte mais difícil da subida.


Serra do CurralSerra do Curral
Serra do CurralSerra do Curral
O caminho ainda era inclinado, mas bem menos do que antes, e cheio de terra e cascalho de minério de ferro. Finalmente, por volta das 16:00, alcançamos o topo da serra! Quase não acreditamos... estávamos desidratados, queimaduras solares e muito cansados. Tiramos algumas fotos para comemorar o feito que combinamos nunca mais repetir!

Serra do CurralSerra do CurralSerra do Curral
Finalmente chegamos à estrada que leva ao pé da serra.

Integrantes da equipe(com sanidade duvidosa):
voltar
Esta página pertence a Cristiano da Cunha Duarte.


submit express